Controle de Qualidade Farmacopeico Microquímico e Reações Histoquímicas em Drogas Vegetais (Tratado de Farmacobotânica 2007)
A associação entre a micrografia óptica e reações histoquímicas corantes permite localizar espacialmente compostos de interesse terapêutico e detectar impurezas adulterantes.
Morfologia Diagnóstica & Esquema Anatômico
Clarificação de Tecidos com Hidrato de Cloral a 80%
Para viabilizar a microscopia de pós e fragmentos espessos, a amostra é montada em hidrato de cloral a 80% m/v e aquecida levemente. Este reagente dissolve o excesso de grânulos de amido, proteínas celulares e cloroplastos escuros, clarificando os tecidos e tornando cristalinos os estômatos, cristais de oxalato de cálcio e tricomas ocultos.
As Reações Histoquímicas Oficiais das Farmacopeias
A Floroglucina clorídrica reage com os grupos coniferil e sinapil da lignina originando uma coloração vermelha intensa imediata, delimitando vasos condutores de xilema e células pétreas; o Reativo de Lugol cora a amilose e amilopectina de grânulos de amido em azul e roxo profundo; o Sudão III ou IV cora cutículas cerosas e gotas de óleo em vermelho brilhante; e o Cloreto Férrico identifica taninos por complexação de ferro.
Determinação de Matérias Estranhas e Teores Limites
As monografias farmacopeicas estabelecem tetos rigorosos de impurezas: porcentagem de cinzas totais e cinzas insolúveis em ácido clorídrico (que quantificam contaminação por sílica terrosa do solo) e presença máxima tolerada de matéria orgânica estranha (caules inertes misturados a folhas nobres).
Farmacêutico-Bioquímico · Especialista em Farmacobotânica, Farmacognosia & Fitoquímica Estrutural · Publicação de 21/09/2007 às 01:45







